“Mulher ao volante?” – Parte 1

Não, não, não… nem pense em completar essa frase, nem sequer pronunciar algo parecido.

Do dia 18 ao dia 25 de Setembro foi celebrada a Semana Nacional de Segurança no Trânsito e é sobre isso que venho falar hoje. Na verdade, quero compartilhar com vocês minhas experiências me habilitando e no trânsito também. Vou dividir em dois posts para não ficar muito extenso, então no próximo vou falar dos gastos que tive para tirar a habilitação.

Parece bobagem, em pleno 2017, falar de machismo no trânsito. Mas, queria eu estar enganada! Acontece que nós mulheres não somos criadas para automóveis, nossos pais não nos chamam para ajudar no conserto do carro, não somos levadas a oficinas e o nosso primeiro brinquedo não é um carrinho, portanto, sim! O universo dos veículos fica um pouco mais distante para nós, assim como o da maquiagem fica para os homens, é uma questão de cultura, de criação e etc. que não quero entrar no mérito agora. O que quero mesmo dizer, é que infelizmente, por cauda dessa “distância” somos também menosprezadas no trânsito. Muitas vezes não somos tratadas direito e nem respeitadas pelo simples fato de sermos mulheres e não, necessariamente, por algum erro, até porque todos cometem erros, principalmente no trânsito, inclusive os homens.

Mas, sabe a notícia boa disso? É que mesmo sendo assim, não tem por que temer. Sei que hoje as coisas já estão mudando (graças a Deus), mas as vezes nós mulheres ainda temos o receio de tirar a habilitação e de pegar o trânsito, por isso, vim contar minha experiência para vocês!

Graças ao bom Deus, já estou habilitada em categoria A e B, mas não foi tão simples e quero dividir isso com vocês para incentivar, principalmente, as mulheres a conquistarem sua “independência veicular” (acabei de inventar esse termo rs). Independência financeira já conquistamos, e, acredito que a veicular também, mas nem sempre dentro de nós mesmas.

Bom, já faz um tempo que não tenho mais só 18 anos, por isso poderia já estar habilitada há muitos anos. Não fiz por questões financeiras (vou falar sobre os gastos no próximo post), por causa de tempo e, custei a admitir isso, por medo! Isso mesmo, medo. Eu tinha medo de dirigir, achava que carro e moto não eram para mulher, sempre disse que mulher para dirigir tem que ser muito “forte” e eu não me achava preparada, por isso fui adiando. Até que chegou um dia que eu tive condições financeiras e tempo, aí foi só vencer o medo, porque a necessidade já existia desde sempre.

Eu comecei pela de moto. Nos primeiros dias, nas aulas teóricas eu estava com medo, mas nem tanto, porque já tinha uma noção e não achei que seria tão difícil, e não foi. Mas, quando fui começar as aulas práticas, vocês não tem noção o cagasso que eu estava.

Gente, eu estava morrendo de medo de cair, de passar vergonha, de não dar conta. E. chegando lá só instrutores homens, o que deixou a vergonha maior ainda. Realmente, no começo foi tudo muito constrangedor, não pelos instrutores, mas por mim mesma que estava com muito medo.

Depois, foi muito tranquilo, a propósito preciso dizer o nome da Autoescola, pois só tenho a agradecer, foi na Autoescola Mundial, comecei na unidade do Centro, na Av. João Naves, fiz as aulas teóricas lá porque era mais perto do meu trabalho. E terminei na unidade do Roosevelt, mais perto da minha casa.

Quando o cagasso passou foi muito tranquilo, os instrutores foram excelentes (não vou agradecer a um só, pois de moto tive vários). E, detalhe, eu nunca tinha nem colocado a chave em uma moto ou carro, nada, nunca! Aprendi tudo lá. E foi ótimo. Recomendo demais pela minha experiência!

Então chega o momento da prova. Nesse dia a gente fica sempre muito tensa, eu consigo me controlar bem, não sou de ficar desesperada, fico nervosa, mas me controlo. E, preciso dizer, as pessoas sempre falam que os examinadores são uns monstros, gente, não tem nada disso! Eles fazem o trabalho deles, se você erra, eles tem que marcar ou eliminar, estão lá para isso. Em momento algum foram grossos ou maldosos, nada, tudo muito profissional. Pode ir sem medo! Não passei de primeira, errei uma coisa bem pequena, mas que era falta eliminatória. Então, na segunda tentativa deu certo e eu fiquei muito feliz! É um alivio imenso!

Daí, veio a de carro. Para a de carro já comecei direto nas aulas práticas, pois fiz inclusão, então não precisei das teóricas de novo. Aliás, comecei pelo simulador que, para mim que nunca tinha ligado um carro, foi ótimo, pois já aprendi ligar, diferenciar os pedais, dar seta essas coisas básicas que seria muito vergonhoso perguntar para o instrutor rs.

Ao contrário das aulas de moto, as de carro são na rua, no trânsito normal mesmo e preciso dizer duas coisas sobre isso: 1ª – isso é muito bom, pois aprendemos a ter confiança, bem diferente da de moto que a gente anda só na moto-pista e não troca de marcha em momento nenhum; 2ª – as pessoas no trânsito são muito mal-educadas e não respeitam nem os carros da auto-escola, e isso é muito ruim.

Mas, bom, eu achei carro bem mais difícil que moto. São muitos pontos para olhar, muitas coisas para fazer ao mesmo tempo e muitos detalhes que não se pode errar no dia da prova. O que posso dizer é que tive um instrutor EXCEPCIONAL, o WENDEL, vou até indicar ele porque prometi que faria rsrs se vocês forem fazer aula de carro,  vá na Mundial do Roosevelt e procure por ele, pode até falar que eu indiquei rs.

Gente, ele me ajudou demais, me passou segurança, me ensinou tudo que eu precisava com paciência, me corrigindo também quando estava errada e foi muito bom. Também, não passei na primeira tentativa, fiquei muito ansiosa e não consegui fazer a baliza, pois hoje em dia se faz a baliza antes de tudo.

Mas, na segunda tentativa deu tudo certo e vocês não imaginam a leveza que isso trouxe para mim. Saber que assim que eu puder ter um carro ou se for uma emergência ou enfim, é um alívio muito grande que eu desejo para todos, principalmente as mulheres, que muitas vezes ficam “presas” dependentes de alguém para ‘carrega-las’, amores libertem-se!

Logo depois de me habilitar em moto, comprei uma e isso tem me ajudado demais, facilitou minha vida em uns 500%, tenho minha liberdade e independência, vou onde quero, na hora que quero, resolvo minhas coisas, não dependo mais de ninguém e nem de ônibus. E, pensar que eu adiei isso por tanto tempo por causa de medo, medo de não conseguir.

Eu consigo e você também consegue, o mais importante é a segurança, é procurar andar certa, fazer as escolhas certas e, principalmente, para quem anda de moto tomar muito cuidado, se prevenir e as vezes até aceitar os erros dos outros para evitar um acidente. Pois, em um acidente o motoqueiro sempre é quem vai se ferir mais, então devemos ter isso em mente e andar consciente. Respeitar os limites de velocidade, a sinalização e ter muita muita educação. Tudo isso é muito clichê, estamos todos cansados de ouvir falar, mas só depois que comecei a dirigir é que percebi o quanto de conscientização ainda falta. Quanta negligência as pessoas fazem por nada. São 5 segundos que não querem perder em um PARE ou o esquecimento da seta, conversões erradas, falta de respeito com a sinalização, excesso de velocidade, coisas mínimas que podem tirar uma vida ou até a própria vida.

Engraçado que agora mesmo eu estava falando que era tudo muito bom e falando assim dá medo né?! Mas, foi isso que eu aprendi, que dirigir é algo muito muito bom, mas também é algo que pode ser fatal, por isso é importante aprender na autoescola, se habilitar, fazer as coisas certas, pois só assim é possível desfrutar das vantagens sem perigo.

Então é isso meus amores, espero que tenham gostado, espero que gostem desses outros temas assim que não são sobre moda e beleza e aguardem que na semana que vem coloco o outro post falando sobre os gastos da habilitação!

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